Mais uma vez alguns comandantes da PM provam que não sabe o que é viver em um regime de Estado Democrático de Direito e de união entre os equipamentos de segurança pública. O interessante é que quando vão para a reserva (aposentam) correm nas prefeituras para pegar uma boquinha nos comandos das Guardas, assim aconteceu já com vários na Região de Ribeirão Preto e em todo Brasil.
Agora foi a vez do Comando de Campinas, mas infelizmente não obteve êxito, pois os Prefeitos reverteram contra ele às denúncias e agora pode ser processado por crime contra a administração pública.
Por isto a necessidade urgente da desmilitarização das Polícias que devem ser para apoio e defesa da população e não para ficar sentado atrás de uma mesa sem fazer nada e criticando àqueles que fazem.
Nos da AGCMRP e da FETAM/SP-CUT continuaremos a defender as diretrizes e propostas aprovadas na Conferência Nacional de Segurança Pública e principalmente luta pela aprovação da PEC 534/2002 e pela independência das Guardas Civis Municipais e Metropolitanas, que devem ter comando próprio e ou civil.
Queremos dar parabéns ao repórter Venceslau Borlina Filho pela coragem de fazer a matéria e realmente mostrar quem é que hoje realmente pensa na segurança da população e aqueles que ficam fazendo demagogia e ganhando do erário público sem realizar suas funções.
DEÚNCIA DA PM CONTRA GCM ABRE CRISE NA REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS
Prefeitos da região reagem à representação feita pela polícia contra ação integrada das GMs
Venceslau Borlina Filho
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
venceslau.borlina@rac.com.br
A representação do comando do 35º Batalhão da Polícia Militar (PM) de Campinas contra as guardas municipais (GMs) de Itatiba, Valinhos e Vinhedo no Ministério Público (MP) abriu uma crise institucional entre a corporação e os prefeitos da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Indignados com a medida, a maioria dos chefes de Executivo aprovou ontem, durante a 100ª reunião do Conselho de Desenvolvimento, uma moção de repúdio ao comando do batalhão e um pedido de audiência com o governador José Serra (PSDB) e com o secretário de Estado da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto. Também ficou definido que o presidente do conselho e prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis (PPS), vai buscar o diálogo com o comando da PM para que seja retirada a representação e negociado um acordo.
O comandante Wagner Benedito Lopes Telles assinou a representação após uma ação simultânea e inédita das guardas, em novembro do ano passado, para combater a criminalidade nos três municípios. A operação integrada incluiu blitze nos acessos às cidades, com abordagem a motoristas em busca de drogas e armas, e fiscalização de veículos. A acusação foi de que houve intromissão na competência constitucional da PM, de atividade ostensiva e preservação da ordem pública. Segundo Telles, às GMs compete apenas a proteção dos seus bens, serviços e instalações, como previsto na Constituição Federal.
Os prefeitos ainda tentaram um acordo com o comando geral da PM na região para que o impasse não fosse levado ao governador. A portas-fechadas, eles se reuniram para tentar convencer, sem sucesso, o subcomandante da polícia na região, Hudson Tabajara Camilli, a retirar a proposta. Presente à reunião, o comandante-geral da PM na região, Almir Gonçalves Albuquerque, deixou claro que a corporação não vai permitir a intromissão das guardas, exceto quando em operações conjuntas e no exercício de polícia administrativa, de combate às questões da Fazenda Pública Municipal e não de combate ao crime.
Desrespeito
Responsável por trazer o caso à tona no Conselho da RMC, o prefeito de Vinhedo, Milton Serafim (PTB), disse que o Município foi desrespeitado pela PM na representação. O petebista citou um trecho em que o comandante da PM diz que os municípios, ao invés de empenhar recursos nas guardas fora dos limites que lhe são garantidos, deveriam investir em infraestrutura e melhorias nas vias de trânsito. “É um desrespeito com o prefeito e com a Guarda (de Vinhedo). Não posso aceitar isso”, afirmou. Serafim disse que os prefeitos são cobrados por mais segurança pela população e que o objetivo das ações é o combate ao crime e não uma intromissão. “Gasto R$ 1 milhão por mês com a Guarda. Se a polícia tiver quem supra (a segurança), eu invisto o dinheiro nas outras áreas.”
Reis, embalado pelo discurso do colega, disse que o Estado, por sua ineficiência, não consegue garantir o policiamento e que as guardas são fundamentais nos municípios. Assim como Vinhedo, o prefeito de Jaguariúna disse que paga um bônus aos policiais militares da cidade e que busca a integração, inclusive, com o conserto de viaturas e aluguel de imóveis, entre outros. O prefeito de Monte Mor, Rodrigo Maia (PSDB), incrédulo com a representação da PM, disse que a medida foi equivocada e ressaltou os avanços obtidos pela Guarda Municipal da cidade, como porte de arma, acesso ao Infoseg (rede de dados da polícia) e ações de combate ao crime. O prefeito de Hortolândia, Angelo Perugini (PT), identificou o impasse entre a PM e os prefeitos diante da representação e cobrou uma solução para o caso.
Em Valinhos, guardas chegam antes e frustram assalto a joalheria
Acusada de extrapolar suas funções, a Guarda Municipal de Valinhos prendeu ontem três homens durante um assalto a uma joalheria, no Centro. A quadrilha armada com revólver 38 e uma pistola 380 invadiu a joalheria, rendeu dois funcionários e um cliente. A GM foi acionada junto com a Polícia Militar. Os guardas chegaram antes e os criminosos se renderam. A PM enviou quatro viaturas ao local, mas como os guardas já tinham detido os acusados, não foi necessário a atuação dos policiais.
Enviado por: Alexandre Pastova

Como a PM, está perdendo espaço na mídia e nos meios de comunicação; e este espaço vem sendo ocupado pelas Guardas Civis Municipais,de todas as cidades; eles procuram ser notícia, de qualquer modo. Por isso a PM surge com atitudes burocráticas que unicamente evidenciam a incompetencia funcional desta instituição que se perde em seu próprio tamanho e seus muitos cargos inuteis.
ResponderExcluirPois se estes oficiais estivessem preocupados com a "segurança pública", teriam pensado em como se tornarem mais competentes, para evitar a ação de criminosos, e não, aporrinhando os funcionários do judíciário que já estão abarrotados de serviço e tem que ficar dando ouvidos para dor de cotovelo de oficial incompetente; que esta contemplando sua posição funcional perder sentido de existir. Mas que, invés de sair às ruas e mostrar seu valor profissional, vai atacar quem fez aquilo que ele deveria fazer, e não fez.
E assim, aproveitando de sua posição de "otoridade", vem aos meios de comunicação atacar quem realmente tem feito muito pela segurança pública, sem ter passado pelo crivo das "otoridades cumpetentis" e tem se mostrado tão ou até mais eficiente em suas ações em pról da segurança dos cidadãos.
Parabens GCMs!!!
Não parem de agir!!!
Quem quiser ir aparecer que aja também, mas da forma e no lugar certo.
É até engraçado ver essa materia sobre as acusações do Comando do 35º Batalhão da PM fez contras as GMs é uma coisa até irônica, como diz o texto acima a PM deveria pensar mais antes de fazer isso, eles falam que é inconstitucional a ação das GMs, muito bem, e o trabalho apaizano ou velado que eles fazem que NÃO É FUNÇÃO DELES E SIM DA POLICIA INVESTIGATIVA E JUDICIARIA OU SEJA POLICIA CIVIL, e falo mais, as POLICIA MILITAR ELA DEPENDE DO MUNICIPIO PARA SE MANTER COMO DIZ O TEXTO, É ALUGUEL DE BATALHÃO, MANUTENÇÃO DE VIATURAS, BÔNUS NO SÁLARIO UMA COISA QUE EU ACHO ERRADO. ENTÃO VAI AQUI MEU REPUDIO AO 35º BATALHÃO DA PM, DEIXA AS GUARDAS MUNICIPAIS TRABALHAREM. E DIGO MAIS SE AS GUARDAS MINICIPAIS ESTÃO TRABALHANDO MAIS É PORQUE QUEM É PRA FAZER NÃO ESTÃO FAZENDO.
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