quarta-feira, 24 de outubro de 2012

redução da maioridade não resolve violência


Para assegurar a segurança nas escolas públicas, ele se disse a favor da ação da Guarda Civil Metropolitana - CRISTIANE SALGADO NUNES - Agência Estado

O vereador eleito Ari Friedenbach (PPS) disse nesta sexta-feira, 19, que a redução da maioridade penal não resolve a questão da violência entre os jovens. Apesar de ter sofrido em 2003 com o assassinato de sua filha Liana, de 16 anos, caso em que houve a participação de um menor, ele acha que a medida é ineficaz já que estimularia os criminosos a recrutar adolescentes ainda mais novos. "Sou contra. Seria um debate muito longo com resultado zero, porque precisaria fazer uma nova Constituição para a redução da maioridade", explicou ele em entrevista à TV Estadão. (...)

No caso de sua filha, o vereador acredita que justiça foi feita e conta que o assassino menor de idade, Champinha, cumpriu os três anos na Fundação Casa, mas foi considerado um psicopata e, por isso, interditado civilmente. "Não quero ver nenhum deles, espero não olhar na cara dessas pessoas, porque não vai me fazer bem e não vai me acrescentar em nada".

Friedenbach explicou que sua empreitada na política não tem a ver com sentimento de vingança, pois dessa forma se igualaria aos assassinos de Liana. "Eu seria tão lixo como eles. Sempre procurei agir de uma forma racional para poder mudar a sociedade", comentou. O vereador eleito afirmou que uma de suas preocupações abrange a violência nas escolas, cuja uma das causas seria a ausência da imposição de limites aos jovens. "Eles agridem o professor e ainda filmam e colocam no YouTube".

Como solução, Friedenbach apontou que o estágio de um mês na Fundação Casa para o aluno que comete agressão ao professor seria educativo. O vereador disse ainda que é importante aumentar as horas diárias que os jovens passam dentro da instituição, acrescentando cursos de dança, teatro e esportes.

Para assegurar a segurança nas escolas públicas, ele se disse a favor da ação da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Temos que ter no mínimo um guarda nas escolas. Ele vai intimidar o tráfico, a violência e o estupro".

Questionado se vai trabalhar em conjunto com a dita "bancada da segurança", vereador respondeu que é importante o trabalho em união e com visões diferentes. Além de Friedenbach, o vereador eleito Masataka Ota (PSB) também perdeu seu filho, vítima de um crime brutal em 1997.

Fonte: Estadão 

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