sexta-feira, 29 de junho de 2012

73% dos brasileiros querem a pena de morte para estupradores



Luiz Alves

Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) revelou que 73,8% da população das capitais brasileiras é a favor da pena de morte ou prisão perpétua para estupradores. Apesar de Cuiabá não aparecer na pesquisa, entrevistas realizadas pela Folha do Estado mostram que a opinião pública segue a tendência nacional. Quando perguntado se é a favor ou contra, a maioria disse que é a favor da pena capital para os casos de crimes hediondos.
No entanto, os envolvidos de alguma forma com as questões de violência e crimes hediondos, como as entidades sociais e Organizações Não Governamentais (ONGs), a pena de morte não é a saída para punir um criminoso. É o que diz a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil - Mato Grosso (OAB), Betsey Polistchuk de Miranda, diz que é contra a pena de morte porque em alguns casos pode-se cometer enganos.
“Quantas pessoas inocentes já foram para a cadeia e pagaram por crimes que não cometeram. Isso também pode acontecer com a pena de morte”, indaga a advogada. Ela defende que uma boa opção para controlar os criminosos seja colocar um chip em todos eles como forma de monitorar e localizar, principalmente, os maníacos e estupradores.
Quem perdeu um filho para a violência urbana pode distinguir bem o que é passar por um sofrimento. Mas mesmo assim, Heitor Reyes, presidente da Associação das Famílias Vítimas de Violência (AFVV), acredita que a pena de morte não é a forma mais adequada para se punir um criminoso.
Para ele, o ideal é tornar as penas mais duras e fazer com que o criminoso pague pelo crime. “A minha luta não é por vingança, mas sim por justiça”, observa o presidente da AFVV, acrescentando que a pena de morte no Brasil só seria aplicada para pessoas pobres, que não têm condições de pagar um bom advogado. Em 2008, o filho de Heitor Reyes, na época com 18 anos, foi assassinado com um tiro na nuca, após discutir no trânsito.
O Código Penal em vigência no Brasil prevê a pena de 12 anos de prisão para crimes como o estupro, por exemplo. A pena de morte não foi incluída no anteprojeto da Comissão do Senado, que irá sugerir um novo texto para o Código.

Rosane Brandão
Publicado em : 06/06/2012 às 10:31
Postado por PREZOTTO

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