terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ouvidoria quer proibir socorro por PMs

Léo Arcoverde e Rafael Italiani
do Agora

O ouvidor da Polícia de São Paulo, Luiz Gonzaga Dantas, pretende encaminhar, até o fim deste mês, pedido à Procuradoria-Geral de Justiça e ao Tribunal de Justiça para que as instituições publiquem provimento ou resolução proibindo policiais e guardas-civis de prestarem socorro a baleados em supostos confrontos com as forças de segurança. Medida semelhante vigora no Estado do Paraná desde 2009.

De acordo com o ouvidor, com a proibição, os policiais teriam de acionar o Samu ou os Bombeiros. "A medida garante que o baleado seja bem socorrido", diz o ouvidor.

A proibição também impediria, segundo o ouvidor, que, em caso de execução, os policiais simulassem socorro de uma pessoa já morta para dificultar as investigações --sem o corpo no local, a perícia é prejudicada.

Um comentário:

  1. Resta saber se nas ocorrências envolvendo baleados,se o SAMU demonstrara eficiência em atender esses casos com extrema urgência.Nem nós nem a PM gostariamos de ver uma vítima baleada sem o socorro devido...Cabe à Ouvidoria cobrar das "equipes emergênciais" mais eficiência no atendimento....

    ResponderExcluir