O ministro deixou claro que a ajuda depende de que as partes
sentem à mesa, resolvam diferenças de concepções e
cheguem a um acordo. "Não é nossa intenção arcar com
investimentos que possam ser custeados diretamente pelos
cofres estaduais a partir de uma política própria de priorização
orçamentária", enfatizou.
A carta é o último capítulo de um bate boca público alimentado
nos últimos dias pelo secretário de segurança paulista, que
acusa o ministro de "faltar à verdade" quando diz que
ofereceu ajuda a São Paulo.
A resposta do ministro, que resultou também em nota oficial
divulgada na noite desta terça-feira (30), decorre também da
afirmação de autoridades paulistas, que atribuem a
responsabilidade pela violência no Estado ao governo federal
, por suposta falta de fiscalização nas fronteiras. "É inaceitável,
além de inverídica, a afirmação de que a elevação da violência
em São Paulo deriva do descontrole nas fronteiras",
rechaçou Cardozo.
Ele disse que a intenção do governo federal "é a atuação
conjunta das forças e órgãos federais com todos os órgãos
estaduais que desenvolvam ações e programas na área de
segurança". Essa atuação conjunta, segundo ele, deve
nascer de "um plano de ação predefinido, fundado no
compartilhamento aprofundado de informações na área de
inteligência policial, bem como na análise de técnicos
e especialistas".
O governo de São Paulo distribui uma nota à imprensa em
que afirma não ter recebido ofício do Ministério da Justiça
com oferta de ajuda ao governo estadual no combate à
onda de violência desencadeada por grupos criminosos
no Estado. "Assim que o receber, adotará todas as providências
para intensificar a cooperação no combate ao crime,
inclusive no intercâmbio de informações para o aperfeiçoamento
do controle das fronteiras', diz a nota.
O governador Geraldo Alckmin afirma que "toda colaboração
do governo federal na Segurança Pública é bem-vinda".

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