sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Esquadrão Antibombas realiza palestra na Guarda Municipal de Campo Largo


Por Cibele Lara - Depcom
Na semana passada os Guardas Municipais que estão em fase de treinamento assistiram uma palestra do Esquadrão Antibombas da Polícia Militar na sede da GM. O objetivo dos ensinamentos é que os Guardas saibam identificar artefatos explosivos que possam causar algum risco à população e realizar o primeiro atendimento de isolamento.

O procedimento faz parte do treinamento de rotina da Guarda Municipal, as principais instruções são quanto ao histórico dos explosivos, explosões e ocorrências de suspeita de explosivos em Campo Largo. “Os Guardas Municipais precisam fazer a primeira identificação do objeto suspeito, isolar a área e acionar o Esquadrão Antibombas”, conta o Soldado Carlesso que emenda sobre o quão importante é isolar a área: “se o prefeito ou até um PM quiser violar o isolamento precisa assinar um documento assumindo a responsabilidade de entrar em um local que está em total isolamento” - comenta.

De acordo com o cabo Pereira, em Curitiba foram cerca de 90 ocorrências em 2012 e o artefato mais comum utilizado é o explosivo comercial, conhecido como dinamite. “Sempre que alguém achar um objeto suspeito deve comunicar a Guarda Municipal ou ligar para o 190. O importante é não tocar, pois qualquer movimento em certos tipos de explosivos pode ser fatal”, comenta o cabo Pereira.

Ataques como esses são mais previsíveis em fóruns, repartições públicas, entre outros. O Esquadrão Antibombas da PM segue um procedimento internacional nas situações e já está no 3º ano consecutivo em Campo Largo ministrando a palestra. O Secretário Municipal de Segurança, Doutor Benedito Facini, fala que o papel da GM é que possam reconhecer as situações e fazer o devido isolamento. “Se é uma suspeita, temos que impedir que as pessoas cheguem perto. Se nós temos algum tipo de chamado com indício ou similaridade de explosivos, precisamos isolar a área e comunicar os especialistas. Com essa palestra, os Guardas terão uma ideia geral de como se comportarão. É um primeiro atendimento.” - finaliza o secretário.

O cabo Pereira frisa a importância de acionar os órgãos responsáveis quando encontrar explosivos, cerca de 2,5t encontram-se “perdidos” por Curitiba e Região Metropolitana. “Nossa realidade é essa, é possível que as pessoas se deparem com este tipo de situação [de encontrar explosivos], então precisamos estar atentos e precaver qualquer tipo de fatalidade”, conclui Pereira.

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