A Polícia Federal prendeu na noite de ontem (22) três empreiteiros
que mantinham trabalhadores maranhenses em regime de trabalho
escravo. A Guarda Municipal de Campinas recebeu denúncia
anônima afirmando que pessoas haviam sido trazidas para trabalhar
em obra na região de Campinas e, possivelmente, estavam em
condições impróprias de moradia e sem receber pagamento. O
local apontado para averiguação foi a Rua Luis Fantini, 277,
Jardim Florence I, em Campinas.
Por volta das 17h, integrantes do Grupo de Apoio Especial (GAE)
Por volta das 17h, integrantes do Grupo de Apoio Especial (GAE)
da Guarda Municipal de Campinas se dirigiram ao endereço
indicado e lá encontraram 26 trabalhadores acompanhados por
representantes das empresas FKRJ e GOLDFARB. Constatado
que o local era inadequado para acomodação dos trabalhadores,
a Polícia Federal foi acionada para atender a ocorrência. O
abrigo apresentava péssimas condições de higiene, contendo
apenas um banheiro e sem dispor de camas e colchões. Além
disto, apurou-se que no dia da ocorrência havia sido fornecida
uma única refeição, não sendo a alimentação
suprida de outra forma.
Os trabalhadores haviam sido aliciados por representante da
Os trabalhadores haviam sido aliciados por representante da
empresa José Carlos Santana do Carmo – ME (nome fantasia
FKRJ), na cidade de Gonçalves Dias, no Maranhão. Os trabalhadores
disseram que foram trazidos a Campinas em ônibus clandestino e
sem condições de segurança, arcando cada um com o custo do
transporte, no valor de R$ 230. Eles afirmaram ainda que, no
domingo, logo ao chegar a Campinas, foram conduzidos ao
alojamento improvisado com a promessa de que trabalhariam
para a empresa GOLDFARB, em obra da Pirelli.

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