quarta-feira, 2 de março de 2011

GUARDA DE CAMPINAS E A PRISÃO DE EMPREITEIROS EXPLORADORES DE TRABALHO ESCRAVO

























A Polícia Federal prendeu na noite de ontem (22) três empreiteiros
que mantinham trabalhadores maranhenses em regime de trabalho
escravo. A Guarda Municipal de Campinas recebeu denúncia
anônima afirmando que pessoas haviam sido trazidas para trabalhar
em obra na região de Campinas e, possivelmente, estavam em
condições impróprias de moradia e sem receber pagamento. O
local apontado para averiguação foi a Rua Luis Fantini, 277,
Jardim Florence I, em Campinas.



Por volta das 17h, integrantes do Grupo de Apoio Especial (GAE)
da Guarda Municipal de Campinas se dirigiram ao endereço
indicado e lá encontraram 26 trabalhadores acompanhados por
representantes das empresas FKRJ e GOLDFARB. Constatado
que o local era inadequado para acomodação dos trabalhadores,
a Polícia Federal foi acionada para atender a ocorrência. O
abrigo apresentava péssimas condições de higiene, contendo
apenas um banheiro e sem dispor de camas e colchões. Além
disto, apurou-se que no dia da ocorrência havia sido fornecida
uma única refeição, não sendo a alimentação
suprida de outra forma.



Os trabalhadores haviam sido aliciados por representante da
empresa José Carlos Santana do Carmo – ME (nome fantasia
FKRJ), na cidade de Gonçalves Dias, no Maranhão. Os trabalhadores
disseram que foram trazidos a Campinas em ônibus clandestino e
sem condições de segurança, arcando cada um com o custo do
transporte, no valor de R$ 230. Eles afirmaram ainda que, no
domingo, logo ao chegar a Campinas, foram conduzidos ao
alojamento improvisado com a promessa de que trabalhariam
para a empresa GOLDFARB, em obra da Pirelli.

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