GCM IRÁ CRIAR A CORREGEDORIA E A OUVIDORIA PARA FISCALIZAR O USO DE ARMAS
Câmara vota projeto de lei que cria a corregedoria e a ouvidoria da GCM,
por determinação da lei que autorizou o porte de armas
Ednéia Silva
A Câmara Municipal de Rio Claro vota 12 projetos de lei na sessão ordinária
desta terça-feira (30), sendo 10 em segunda discussão (9 projetos de lei e
1 projeto de lei complementar) e dois em primeira (projeto de lei
complementar). Desses projetos, sete são de autoria do Executivo e cinco
de autoria do Legislativo.
Em primeira discussão entra o Projeto de Lei Complementar nº 158/2010,
de autoria do Executivo Municipal, que cria a corregedoria e a ouvidoria da
Guarda Civil Minicipal (GCM). Dessa forma, qualquer pessoa poderá reclamar
sobre abuso, omissão ou má conduta dos guardas municipais. Os órgãos
serão autônomos, permanentes e independentes, ligados à Secretaria
Municipal de Segurança e Defesa Civil.
A corregedora da GCM, Elis Regina Farias, explica que a criação dos dois
departamentos é uma exigência da lei que autorizou o armamento da
corporação. "A lei determina que a GCM tem que ter ouvidoria e
corregedoria próprias e independentes", declara Elis.
Segundo ela, a corregedoria já existe e foi criada pela Lei Municipal nº 019,
de março de 2007, porém não está em conformidade com a lei federal e
com o convênio firmado com a Polícia Federal em 2007, que autorizou o
porte de arma de fogo pela GCM. Os departamentos criados serão
responsáveis por fiscalizar e controlar o uso das armas.
O cargo de corregedor é comissionado, com nomeação e indicação feitas
pelo prefeito. O mandato é de quatro anos, podendo ser prorrogado por
igual período. O salário é de R$ 3.176,50.
Já a ouvidoria tem como objetivo "fiscalizar, investigar, auditorar e propor
políticas de qualificação das atividades desenvolvidas pelos guardas civis
municipais". Esse departamento será responsável por receber as
reclamações da população, bem como sugestões de funcionamento.
O cargo é comissionado, com mandato de quatro anos. A remuneração
é de R$ 2.355,77.
Também em primeira discussão será votado o PLC 159/2010, que cria
quatro cargos de procurador jurídico na Fundação de Saúde. Com isso,
o cargo de assessor jurídico, de provimento em comissão, será extinto.
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