domingo, 26 de setembro de 2010

Noticias da RAD Psiquiatria.


Usuários de crack ocupam rampa do Minhocão e montam até barricada
Dezenas de usuários de drogas se instalaram em uma rampa de acesso ao Elevado Costa e Silva. Moradores e comerciantes das proximidades da rua Sebastião Pereira --próxima ao Terminal Amaral Gurgel, no centro de São Paulo-- relatam que, além das tentativas de assalto e brigas entre craqueiros, enfrentam a instalação de barricadas feitas pelos próprios usuários de crack durante a madrugada para inibir a aproximação de transeuntes e policiais.
Questionada pela reportagem, a Secretaria Municipal da Saúde alega desenvolver projetos de reabilitação por meio dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas e do Serviço de Atenção Integral ao Dependente. No entanto, não há hospitais especializados em pacientes com problemas relacionados com drogas. "Quando se trata de uma questão ambulatorial, a pessoa é encaminhada para a rede hospitalar do município", informou a assessoria.
A Secretaria Municipal da Saúde conta com um grupo de funcionários treinados que vão às ruas constantemente para propor tratamento aos usuários de drogas. A questão é que os convites são feitos apenas na região da Luz, centro da cidade. Não há investimento do tipo na área mostrada no vídeo.
Também procurada para esclarecer a atuação da polícia e da Guarda Civil Metropolitana no local, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana não se pronunciou até a publicação da video reportagem.

Fonte: Folha de São Paulo

Obra em área da cracolândia, em SP, é cercada para evitar usuários de drogas
Eram como joões-teimosos, os bonecos que vão e voltam. No terreno de escombros que dará lugar ao Complexo Cultural da Luz, os bombeiros do quartel ao lado jogavam água ontem para apagar os isqueiros das centenas de usuários de crack que tomavam o lugar.
Bastava a água e a poeira baixarem para o canteiro voltar a abrigar dependentes químicos, moradores de rua e traficantes da cracolândia --os escombros viraram abrigo após a obra ser paralisada por uma disputa judicial.
À tarde, um trator removeu entulhos e, a pedido da Secretaria de Estado da Cultura, responsável pelo terreno, a Subprefeitura da Sé cercou com grades a área entre a avenida Duque de Caxias, a rua Helvétia e a alameda Barão de Piracicaba.
Na Duque de Caixas, também lacrou com cimento e tijolos as frestas que restavam nos muros ainda de pé. Com o cercado, os usuários se aglomeravam meia quadra abaixo, na Barão de Piracicaba, à vista dos PMs.
Dezenas de policiais militares e guardas-civis escoltavam a operação e abordavam traficantes. Outros 30 agentes de saúde tentavam convencer os dependentes a procurarem tratamento.
Segundo a Polícia Militar, 200 pessoas são abordadas diariamente na região e, de janeiro até ontem, houve 136 flagrantes de tráfico e 112 de roubos; 178 foragidos da Justiça foram capturados.
Ontem, de 200 a 300 viciados se reuniam debaixo das marquises dos prédio degradados da cracolândia que ainda estavam de pé. Fechavam-se em rodas para dividir a droga e dar cobertura.
Num dos muros, algum profeta de rua deixou o recado: "Quando a Luz se apagar, só restarão os isqueiros".

Fonte: Folha de São Paulo

MATERIA ENVIADA PELO INSPETOR CONRADIM

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