sexta-feira, 21 de maio de 2010

Detido grupo armado pela GCM Campinas em frente da casa onde ocorreu chacina

A Guarda Municipal de Campinas prendeu no fim da manhã de ontem sete homens suspeitos de envolvimento na chacina que vitimou quatro pessoas da mesma família no final da tarde de segunda-feira . O grupo estava dentro de um carro estacionado em frente a casa onde ocorreu crime, no Jardim Maracanã. Com a aproximação da viatura da GM, dois dos homens jogaram duas armas pela janela. No veículo a guarda municipal encontrou ainda mais revólveres que estavam escondidos.

Os homens foram levados para o 11º Distrito Policial de Campinas onde prestaram depoimento. Os dois que jogaram as armas pela janela foram presos em flagrante. A polícia investiga o envolvimento do grupo neste crime ou, ainda, no assalto que aconteceu há um mês e que teria motivado a chacina. Uma das vítimas da chacina teria participação no assalto.

A Chacina - Segundo testemunhas, três homens chegaram num Gol branco, dois deles encapuzados desceram a abriram fogo contra as vítimas. William Camargo, de 20 anos, que teria assaltado um PM, foi morto junto com o pai, Isaias Ribeiro, de 44 anos na frente da casa.

Os dois homens entraram na residência e mataram a mãe de William, Silvana Camargo, de 43 anos e a avó, Lídia Silva, de 82 anos. A polícia não confirmou que havia uma menina de sete anos na casa e que teria sobrevivido, mas uma testemunha diz que além da menina havia ainda uma adolescente de 17 anos, que só escapou porque pulou o muro ao ouvir os tiros.

Antes de fugir, os bandidos cortaram e levaram uma das mãos de William. De acordo com essa mesma testemunha o assassino teria dito "com essa mão você nunca mais vai trocar tiros com a polícia".

Suspeitas - A Delegacia de Investigações Gerais de Campinas (DIG) também investiga o envolvimento de policiais militares na chacina que deixou quatro mortos na noite de segunda-feira no bairro Jardim Novo Maracanã, em Campinas. A suspeita foi levantada por vizinhos.

De acordo com o delegado Rodrigo Otávio Aydar, o motivo do crime teria sido a participação do rapaz de vinte anos, morto na chacina, em uma troca de tiros durante um assalto com um policial militar à paisana. O fato aconteceu há um mês em Hortolândia. Na ocasião, o PM e a noiva dele ficaram feridos. De acordo com colegas de trabalho o policial ainda não voltou a andar. O comando a Polícia Militar em Campinas ainda não se pronunciou sobre o caso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário