sexta-feira, 23 de novembro de 2012

CURSO DE EXPLOSIVOS EM SP, PARA CRIMINOSOS.


PCC INFILTRA CRIMINOSOS EM CURSO DE EXPLOSIVOS EM SP
















O PCC (Primeiro Comando da Capital) infiltrou integrantes
 em cursos que ensinam a manusear explosivos, realizados em
 pedreiras do Estado de São Paulo. A informação consta de
 investigações da Polícia Federal e do setor de inteligência 
do Exército.Os documentos, sigilosos, informam que o objetivo 
da facção é aumentar a eficácia de suas ações em explosões
 de caixas eletrônicos.
Suspeita-se, no entanto, que a técnica também possa ser 
usada pelos criminosos para atacar policiais.
O treinamento para o uso de explosivos pode estar sendo feito
 por membros do PCC há, pelo menos, quatro anos.
HISTÓRICO
A Polícia Civil de São Paulo chegou a investigar, em 2008, essa
 prática da facção.
A apuração parou porque, na época, os policiais não tinham
 o acesso ao sistema que permite a pesquisa sobre os 
sócios das empresas que ministram os cursos -chamados de
 "blasters" ou de "cabo de fogo".
A equipe de policiais produziu, então, um documento 
e encaminhou à Secretaria da Segurança Pública do
 governo de São Paulo.
O relatório mostra que de 145 inscritos nos cursos de 
manipulação de explosivos em pedreiras 13 tinham ficha na
 polícia por tráfico de drogas e por roubo.
A Polícia Federal retomou o levantamento e trocou informações
 com o Exército.
ROUBOS
A preocupação cresceu com os constantes roubos de
 explosivos no Estado.
Neste ano, pouco mais de uma tonelada de dinamite foi levada
 por assaltantes em São Paulo.
Não há notícias de que esses explosivos tenham sido recuperados.
 Em 2010, mais uma tonelada foi roubada, além de 11 
quilômetros de pavio e 568 espoletas, responsáveis por acionar
 a detonação da dinamite em gel.
A suspeita é de que os explosivos estejam sendo enviados também
 para outros Estados do país.
Nos cursos, os criminosos se aproveitariam da falta de 
controle das pedreiras que permitem a inscrição de
 qualquer pessoa.
Veja também: 
VÍDEO: VEJA COMO FOI O "ATO ECUMÊNICO PELA 
PAZ" REALIZADO EM SP
FALTA DE CONTROLE
Das 160 pedreiras que existem em São Paulo, só metade 
segue uma série de determinações do Exército.
Entre as exigências estão o controle sobre quem são os alunos
 que se inscrevem.
"Temos um controle sobre nossos associados, mas há outras
 pedreiras, menores, que podem não estar seguindo essas regras
 de segurança. Aí, a gente não pode fazer muita coisa", afirmou
 Osni de Mello, assessor técnico do Sindipedras (Sindicato de
 Indústria de Mineração e Pedra Britada de São Paulo).
Oficialmente, a Comunicação Social da Região Militar,
 responsável pelo Estado de São Paulo, informou não 
possuir informação de que o PCC infiltre pessoas em cursos
 de explosivos em pedreiras.
Declarou ainda que a Polícia Federal levanta a ficha criminal 
das pessoas inscritas nestes cursos.
A Polícia Federal não comentou o assunto.
SUL DE MINAS
Analistas da PF investigam o ataque ao Batalhão da Polícia
 Militar, na semana passada, em Campo Belo, sul de Minas Gerais.
As informações indicam que a facção recrutou jovens para atacar a PM.
Vários carros de policiais, estacionados no pátio do batalhão,
 foram atingidos.
A Polícia Militar de Minas Gerais se referiu à ação em Campo
 Belo como "ataque do tráfico", mas não citou o Primeiro
 Comando da Capital.
 
 
 
 GCM CLAUDIO / LARANJAL PAULISTA / SP 

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